Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Agora que penso nisso,

É impossível não fazer coincidir o período em que o PSD esteve na lama com o trabalho de Cunha Vaz. De facto, se há grande responsável pelos males do PSD - e do país, que se viu privado de um combate decente a José Sócrates por parte do maior partido da oposição - foi, de facto, este senhor. A incapacidade de definir ou aconselhar uma estratégia política coerente, de marcar a posição do líder como incontestável (assistindo-se a uma balbúrdia em que toda a gente quer falar e mandar), erros e erros sucessivos comunicacionais (como a reportagem sobre a vida pessoal de Menezes na Sic, que só o fez parecer ainda pior que aquilo que já era), e, claro, aquela ideia estúpida de mudar o logotipo (numa altura em que o Partido precisava, mais do que nunca, de se apoiar na sua tradição e herança política), na ânsia de protagonismo e na ânsia de mostrar trabalho, são reflexos de um PSD contruído, exactamente, sem tirar nem pôr, à imagem e semelhança de uma das frases que marcam o início desta entrevista de Cunha Vaz ao Público: "A política é um circo". Pois é. Só que há uns mais palhaços que outros. E o resultado está à vista.

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